"Tal vez el Edén, como lo quieren por ahí, sea la proyección mitopoyética de los buenos ratos fetales que perviven en el inconsciente. " Así habló Cortázar.
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15 noviembre 2012

A difamação da panela


A panela foi sempre um artefato de vital importância na minha vida. Por tudo o que representa, por ter sido sempre o símbolo do que eu sempre tive que bancar, para garantir que a família pudesse comer. Meus velhos, nos meados dos anos oitenta, se encontraram muito mais de dez vezes apenas com farinha, sal, tomate e o fogo de um forno de barro para encher a nossa panela, a memória que enche o meu peito de orgulho. Em 2001, a panela foi a estrela da manifestação mais espontânea do povo argentino, pessoas sem mais (nem menos) do que o seu poder de pressão, causada por funda raiva e profunda vergonha, fome e dignidade, foram às ruas e marcharam tendo as panelas como bandeiras, panelas vazias como tambores, panelas cheias de raiva, como escudos honrados contra a impotência.
Eu me lembro da cara e das palavras de uma mulher que entre panelaço e panelaço declarou frente às câmeras de Pino Solanas: "... pelo menos eu desafogo com a panela, a panela que fez purê para meus filhos... Para que cada vez que a veja saiba que, se me roubam, me roubam porque eles são uns sem-vergonhas , mas eu lutei pelos meus direitos ... "
Desde esse dezembro a panela tornou-se uma poderosa arma revolucionária, sentou precedente, deu a volta ao mundo e mudou a história.

Hoje, 08 de novembro, a panela saiu às ruas novamente. Nem preciso mencionar as diferenças entre uma situação e outra. Eu não acredito no Clarín, nem no 6, 7, 8, embora eu deva admitir que pelo último eu tenho alguma simpatia, e pelo primeiro nenhuma. Não acredito neles porque a Argentina vive uma guerra entre o governo e o monopólio do grupo Clarín, e nas guerras se há algo que é difícil de encontrar é a objetividade.
É claro que eu tenho uma postura tomada e firme nessa disputa, se Clarín reage diante de um "ataque" do governo, que tenta emendar uma lei que garanta a pluralidade e a transparência das vozes e imagens mediadas, se Lanata declara: "... Eu me pus sempre ao lado do mais fraco, e o mais fraco é o Clarin ...", se esta luta ocorre em um momento em que o meu país é claramente melhor do que anos atrás, se este confronto demonstra como cada lado é e quais são os interesses que cada um deles persegue... Enfim, considerando o curso da água, de que lado vou ficar? Eu tenho isso claríssimo, mas sou uma pessoa limitada e conheço, ou acho que conheço, minhas limitações. E já que eu não conto com as armas culturais para fazer uma análise minuciosa, bem como, insisto, não acredito que nem no Governo nem no Clarín, eu não vou entrar em camisa de onze varas.

No que eu acredito, ainda acredito, e nas pessoas. As escuto e presto atenção, na TV, as leio e analiso nas redes sociais, as observo e examino nas ruas. Eu escuto os K e aos e anti-K, escuto e aprendendo, e escuto também àqueles que não estão em nenhum dos lados, que estão no meio da rua, que não forçam para nenhum dos lados, ou se forçam, forçam pra frente. Acredito em todos eles, nos K, nos anti K, e principalmente nos que estão no meio, que são os que eu mais gosto. Acredito em todos porque todos dizem a verdade, cada um a sua, e com todas essas verdades armo a minha.
E com essa verdade que eu acredito, claro, na panela. Aquela panela que meus pais encheram com esforço, a que mudou a história, e que hoje saiu às ruas novamente, desta vez sem repressão, no meio de uma democracia real . Ela, que se encheu de prestígio nos anos oitenta, graças aos esforços de minha família, e, em 2001, graças a essa mulher que eu vi na TV, graças a todo um povo. Na panela eu acredito, essa panela eu amo, eu quero panela.
Celebro as manifestações, as respeito, até as de hoje. Aplaudo aos povos que cobram de seus governos, pois nosso papel é exigir e o deles é cumprir. Mas temos de ter cuidado com a panela, a panela é bandeira que não se mancha e eu acho hoje a estão desprestigiando, temo que estejam se fazendo, sem saber, uma armadilha de panelas.

Tradução de Juan Nahuel

13 noviembre 2012

6,7,8N y 8TN (La ignorancia como capital)

Insisto, no les creo, y como siento que hace falta, me explayaré un poco más en los motivos de mi incredulidad:
Si bien la objetividad no existe como tal en la expresión humana directa (y esto no lo digo yo sino la Antropología Social en un eterno debate jamás resuelto), es decir en la interlocución entre dos personas, ya que siempre se le imprime a la voz cierta subjetividad, y mucho menos en la expresión mediatizada porque a esa subjetividad inevitable se le suma otra más poderosa que responde a los intereses económicos que son los que en definitiva marcan el camino de todos los discursos mediáticos, aún en este escenario creo que se puede buscar en las expresiones algún atisbo de objetividad, pero difícilmente esto suceda en lo que se puede ver o escuchar en el caso de Clarín y 6,7,8.
Sin embargo debo ser justo, ya que escribí un
texto que me valió algunas críticas y el siguiente elogio: “Qué elegante cagada a pedos”. Así, como le apunté principalmente a los medios de comunicación de cada bando en esta guerra, a la propaganda de cada facción, debo ahora al menos enumerar los rasgos de la cobertura de la manifestación de uno y otro medio, y lo haré con dos apartados:

09 noviembre 2012

La difamación de la Cacerola

La cacerola siempre fue un artefacto de vital importancia en mi vida. Por lo que representa, porque la cacerola o la olla es lo que siempre hubo que parar, bancar, garantizar para que la familia pudiera comer. Mis viejos a mediados de los ochenta se encontraron más de diez veces con harina, sal, algún tomate y el fuego de un horno de barro para parar nuestra cacerola, el recuerdo me rompe el pecho de orgullo. En 2001 la cacerola fue la protagonista de la mayor manifestación espontánea del pueblo argentino, la gente sin más (ni menos) persuasión que la que le provocó la honda rabia y la profunda vergüenza, el hambre y la dignidad, salió a la calle y marchó con cacerolas como banderas, cacerolas vacías como bombos, cacerolas repletas de bronca, como honrados escudos ante la impotencia.

20 abril 2012

La lógica de la contradicción

La suma de algunas contradicciones supone algunos resultados lógicos.



El gobierno español, los dirigentes españoles, quienes deberían decidir el destino de España, desde hace tiempo están entreverados en un cúmulo de contradicciones y, como es lógico, la población, quienes los votan y les pagan los salarios, están sufirendo las consecuencias.